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NAS MÃOS DO PAI!

NAS MÃOS DO PAI!

Despertado pelo toque do telefone, seu Roberto se levanta da cama e olha para o grande relógio digital que está preso a parede, em frente seu leito; e constatando que são 23:35h, ele se apressa em ao telefone atender. Um pouco apreensivo pela hora, ele diz:

– Alô! Alô!?

– Desculpa pela hora. Eu não queria te acordar!

Os olhos do viúvo e aposentado, brilham de felicidade; pois imediatamente reconhecera a voz de sua filha Pamella, fruto do amor de vinte e dois anos entre ele e  dona  Francisca – que  a  cinco anos falecera de câncer no intestino. Pamella, era uma jovem de vinte e cinco anos, que após ganhar uma bolsa em uma conceituada faculdade nos Estados Unidos da América, para lá se mudara, realizando o sonho de seu humilde pai.

Seu Roberto, muito embora tenha trabalhado por longo período de sua vida como pedreiro, sempre buscou dar o melhor do que podia para sua única filha. Pamella fez balé por mais de dez anos; se formou no curso de inglês, com dezenove anos de idade; foi normalista, no curso técnico de pedagogia; e fez diversos cursos livres. E diferente das meninas de sua idade, seja na infância, adolescência, ou no inicio de sua juventude, nunca fora desobediente aos pais; pelo contrário, ela sempre foi o orgulho de seu Roberto e dona Francisca.

Quando a mãe faleceu, Pamella estava com viagem marcada para ir estudar em outro pais, e desistiu de tudo para ficar ao lado de seu pai. Mas, seu Roberto a convencera de que aquele não era um sonho só dela; mas sim de todos. Seu Roberto e dona Francisca planejaram o futuro de sua filha, desde o primeiro momento de sua vida.

Todos os dias, a partir do momento em que soube que sua esposa estava grávida de uma menina, seu Roberto começou a falar com Deus,  com as  mãos  sobre  a   barriga   de   sua   mulher;  e após  o nascimento de sua menina, ele falava com Deus todas as noites com ela ao colo. Ele entregava a vida de sua filha nas mãos do Senhor; pois dizia ele que não tinha melhor lugar para ela estar. Essa prática ele mantém até o dia de hoje. E foi por essa prática de seu Roberto, que Pamella aprendeu a também colocar sua vida nas mãos de Deus. Todos os dias, quando chegava em casa, após um cansativo dia de trabalho, seu Roberto sentava ao lado de sua menina e lhe perguntava como tinha sido seu dia; e a partir do que ela lhe falava ele a aconselhava ou a instruía no melhor caminho à seguir. Até mesmo de longe, em uma situação adversa, Pamella ligava para seu pai, para saber sua opinião.

O coração de seu Roberto, de felicidade acelerou, e à sua menina se apressou em responder:

– Que isso, meu amor!? Você sabe que pode ligar a qualquer hora para mim. Mas me conta, se está tudo bem com você. Você está precisando de alguma coisa? Tem se alimentado direito? Como vão os estudos...?

A jovem menina, do outro lado da linha sorri, com o bombardeio de perguntas, de seu amável e preocupado pai. Interrompendo-o ela diz:

– Eu liguei por que estava com saudades. E para dizer que te amo!

O  pobre  pai,  fica  sem  palavras;  pois  as  lágrimas  brotam  e  se multiplicam em seus olhos. Já percebida do que estava acontecendo, a jovem, ainda diz:

– Tenho que desligar agora pai; mas antes eu quero te dizer que agradeço a Deus por ter me dado um pai como você; que me preparou para o mundo e me ensinou a ser o tudo que hoje sou. Não te sou apenas agradecida por tudo que tenho, mas como já lhe disse, pelo que sou. Valeu paizão!!!

O orgulhoso pai, com voz embargada, diz:

– Todo o mérito é de Deus e seu. Dele por ter me atendido, e seu por me ter “ouvido”. Você, sempre foi um presente de Deus para minha vida e de sua mãe. Fique com Deus. Te amo filha.

– Também te amo muito pai. Beijos em seu coração. Sua bênção e tchau!

Após a finalização da ligação, seu Roberto se ajoelhou; mas nada pediu para Deus. Aquele era o momento dele só agradecer.

 

Obs. Este texto (adaptado) faz parte do livro SEM NENHUMA VERGONHA DO PAI, de Rogério Godoy, que foi publicado na cidade de São Paulo em agosto de 2010.

 

COMENTÁRIO do Autor:

Não poucas são as vezes que ouvimos de um perdedor as justificativas para sua derrota; e na verdade todos, se assim o desejarem, têm justificativas para toda e qualquer ação. Mas afortunado é aquele, que ao invés de gastar seu tempo na busca de justificativas para seu insucesso, corrigi seu erro e se aperfeiçoa para sua VITÓRIA futura. Quão grandiosamente sábio foi aquele pai, quando na humildade de sua profissão e colocação social, se dispôs a dar a sua filha uma oportunidade diferente da que ele teve. E mais valoroso ainda, foi esse pai se preocupar em não apenas capacitar à sua filha de forma acadêmica e profissional; ele também se preocupou em ensinar-lhe os valores cristãos que aprendera em sua vida. E enquanto preparava sua filha para uma vida de vitórias, ele buscava a bênção e a mão de Deus, sobre a vida de sua menina. 

Muitos se deixam cair no engano de só se prepararem, ou mesmo a seus filhos prepararem, apenas para terem um bom trabalho e um bom salário; e se esquecem que dinheiro não é o principal nessa vida. Se tudo tivermos; mas não tivermos a Deus, tudo nos é em vão.  Se temos por certeza que somos filhos de Deus, temos que tê-lo no controle de nossas vidas.

Seu Roberto educou à Pamella na sã doutrina cristã; e esse, pode ter sido a maior contribuição que tenha dado para o presente e o futuro de sua filha.

E, uma pergunta tenho à fazer: O quê você tem feito por sua vida, ou pela vida de seus filhos?

 

 “Entrega o teu caminho ao Senhor, confia nEle, e o mais  Ele fará.”

                                    (Sl. 37:5)

 

 

A maior responsabilidade dos pais, para com os filhos,

não é alimentá-los ou vesti-los, mas sim,

serem exemplos de vida, de sabedoria e de honra !”

                                                         (Pastor Rogério Godoy)